Brasablue

Quando a Brasablue chegou eu tinha praticamente nada em relação a ferramentas. Além de um jogo de chaves de fenda da stanley com uns 20 anos de idade, também tinha um jogo de soquetes e uma catraca paraguaia. A única certeza que eu tinha era que um dia ela iria pro saco. Foi, mas até demorou.

Rat look, o que é? Foi isso que comecei a pesquisar antes de comprar o carro. Por um lado é bom porque você não se compromete muito com a estética por outro você tem que cuidar da mecânica e também da estrutura. Pelo menos foi isso que entendi.

Abaixo uma das fotos que estava no anúncio da OLX.

Eu pensava em deixar ela assim mesmo, não pensava em fazer nada estético. Porém a estrutura precisava de algumas intervenções. A frente, onde racha na Brasília, e o papo precisavam de intervenções pontuais. O papo quando você olhava por baixo aparecia metade do estepe. Tava vendo o dia que aquilo tudo ia ficar pelo caminho.

Achei um cara pra fazer, mas o tiozinho era um matão e enrolador. O papo foi trocado e a frente recebeu solda. Ficou bem sólida, mas ele estragou os paralamas ao retirar, disse que não dar pra aproveitar. Ok, comprei dois paralamas novos, mas praticamente acabou com o estilo ratlook do carro. A frente ficou toda preta com as peças novas.

Nesse meio tempo pensei… “então vamos reformar ela”. Conversei com o tiozin pra fazer e duas etapas. Primeiro a gente tapava os buracos, com remendos. Nada de massa, tudo metal. Depois a gente fazia a pintura. Ele concordou, mas não muito. Toda a vez que eu passava lá ele vinha com uns papos de que tinha que pintar e pintar e pintar.

Resumo da história. Ele fez algumas coisas certo, com remendos em metal e outros ele simplesmente meteu massa. Como nessa parte que vocês podem ver na foto abaixo. Que é logo depois de eu ter pego o carro de volta.

Isso acabou comigo. E fiquei muito triste com que aconteceu. O carro ficou praticamente largado até fevereiro, quando estava marcado um encontro em Gravataí Conversando com o pessoal do IVC, mais precisamente o Gustavo, ele disse que ia.

Nesse meio tempo fiz algumas pequenas coisinhas nela. Sempre tive essa lance do Do it yourself, faça você mesmo, ou também como falam modernamente hoje o DIY. Um misto de excesso de confiança com falta de noção. E comecei a lixar o capo por conta. Nem sabia o que ia fazer direito, não tinha nada de equipamento pra lixar, nem pintar. Mas comecei. Terminado o serviço o que eu fiz? Meti um verniz com pincel mesmo.

Em uma semana o capô estava enferrujando novamente.

No encontro conversando com o Gustavo e com outras pessoas e depois em casa pensando, decidi que deixaria ela totalmente azul. Não sabia quem faria isso. Talvez eu. O fato é que uma série de decisões e problemas me fizeram ir pra esse lado.