🎂 3 meses de Jô (Parati 1983)

Eu nunca tive um Volkswagen quadrado, nunca tive um Volkswagen refrigerado a água na minha não tão longa vida de motorista. Ainda falando dos nuncas, nunca tive carros de marcas americanas, por exemplo, porém não chega a ser relevante e nem é o assunto aqui.

A Jô apareceu de uma forma muito despretensiosa. Apareceu lá num anuncio no OLX e eu acabei clicando, vi e me interessei, pelo valor dela. Eu tinha um projeto, que era mais um sonho. Uma Parati BX. Frente de Gol BX, faróis pequenos e motor Aircooled. Monta um motor 1800, dois buras preparados… uma bomba de óleo com filtro… nósssssa… ia ficar legal.

Pelo valor fui dar uma olhada pra ver se era tudo isso mesmo.

Primeira foto que tirei dela, no dia que fui ver.

Porém a Jô, está num estado de originalidade que não vejo motivo pra estragar gastando uma bela grana, pra por exemplo, trocar o motor e não conseguir legalizar. Imagina se acontece qualquer coisa com ela, com um motor não cadastrado. Seria um desastre.

Algumas, modificações, ainda rondam a minha cabeça, talvez modificando apenas a frente, colocando os faróis mais antigos das primeiras goletas lançadas no Brasil.

Abaixo o vídeo que está no youtube, com os positivos e negativos, prós e contras, bons e ruins, Up and Down, da Maria Joaquina Patati Patata de Wolfsburg. Assiste aí!

3 meses

Nesses 90 dias as modificações foram bem básicas e imperceptíveis. A surdina porque o barulho da antiga estava horrível. Furada parecia um carro bem pior do que ela é. As calotas eu tirei e coloquei os copinhos mais simples e mais bonitinhos, além do jogo de maçanetas novo.

Uma bela limpeza por dentro tirou uma boa quantidade de terra e areia dos carpetes. E ainda uma reflexão sobre as rodas que poderíamos um dia, quem sabe, colocar está aqui em vídeo com várias montagens.

Pra rodar é um carro bom de dia a dia, como tenho usado ela para pequenos deslocamentos, não tem problema algum. Nesses três meses não baixou óleo ao ponto de ter que completar, nem água. O que podemos dizer que é um grande ponto positivo. Mesmo com a certeza que se começar a fuçar aparecerão problemas.

Algo que eu achava que poderia ser um ponto chato, ligar pela manhã com álcool, mesmo no dia mais frio em que estava 10 graus pela manhã, não demorou muito. Tem que ter gasolina no reservatório da injeção. Do contrário, nada feito. Um dia faltou, não estava frio, e ela não se deu ao trabalho.

Outro ponto em relação ao combustível é o consumo. Não foram muitos Km, é verdade, e até por esse motivo, por deslocamentos curtos, onde o carro dificilmente chega e rodar numa velocidade constante, eu creio que é ótimo. Eu abastecia de 50 em 50 reais e no dia que fui tentar arrumar o marcador de combustível ao tirar a boia notei que o tanque estava quase cheio. Qualquer dia desses faço uma média direito.

Em algumas regiões não é vantagem ter carro a álcool. O Rio Grande do Sul é uma delas. A diferença no preço da gasolina para o etanol não chega a ser considerável.