Tentando dormir dentro da Kombi

Com frio, posso dizer, é complicado, no entanto é possível, muito possível. Fomos até Santa Cruz do Sul para o 6º Sul Americano de Fuscas e Derivados, evento que ocorre em dois dias, para “acampar” na Eva e conseguimos.

Primeiro, antes de mais nada, preciso falar que o motor da Eva fez sua última viagem. Como ainda não havíamos aberto o bloco dela, não sabíamos na realidade o que havia ali dentro. Essa seria a última viagem do motor mesmo, já estava programado parar, baixar e mandar pra retífica. Porém não imaginei que seria durante a viagem.

Depois dos primeiros 70km fui avisado que estava saindo muito fumaça pela lateral direita do carro. Ali é onde fica praticamente toda a surdina, estava pingando alguma quantidade de óleo. Ao abrir o motor nada de diferente, tudo no lugar. Motor morninho, o tempo não estava quente, muito pelo contrário, estava MUITO FRIO.

Continuamos e lá pelas tantas vi que estava entrando vapor de óleo, para dentro da cabine. Não sei por onde, mas estava. Quando chegamos em Santa Cruz, ao abrir a tampa do motor, a surpresa. Estava lavado de óleo. Parecia que uma das mangueiras tinha estourado, só que dessa vez era outro problema.

Acima da pra ver o quanto de óleo vazou. A tampa está lavada.

Na desmontagem vimos que provavelmente estava vazando compressão para dentro do bloco e isso aumentou a pressão fazendo vazar por tudo quanto era canto, principalmente na polia do virabrequim. Como ela gira no sentido horário, o óleo era jogado para a direita, caindo na surdina quente e causando uma fumaceira incrível.

O motor já está em andamento.

Dormindo

Tirando isso, fomos e voltamos sem problemas. O maior problema foi realmente dormir dentro dela, numa noite em que fez menos 2 graus. Tudo é aprendizado e dessa vez aprendemos que é preciso isolar o colchão de ar melhor, apenas um lençol entre ele e nossos corpinhos é pouco.

Também aprendi que é preciso cobrir o teto para que o carro não transpire por dentro. Não ocorra a tal da condensação do ar. Conseguimos emprestado com o Alex, brother nosso do IVC, uma lona para cobrir o teto. Não aconteceu e ficamos pelo menos secos.

A cama em si ficou muito confortável, embora dormir em infláveis não seja sempre uma ótima ideia. Só que estava tão frio que a gente não se movia.

A noite foi longa, dormimos e acordamos diversas vezes, mas as últimas 2 horas que esquentou um pouco, das 6 as 8, foram ótimas. Conseguimos ficar até as 8 dentro dela, já com sol. Pontos para as cortinas.

Um aquecedor desses pequenos resolveria muito bem nosso problema, até pensamos nisso, porém infelizmente não botamos em prática.

Como acampamento agora, na teoria, acontece apenas em 2020, estamos tranquilos e com tempo para colocar mais upgrades visando essa melhora na Eva. Abaixo, foto do Fanny, a tripulação. Ahhh sim, esqueci de mencionar os dois cachorros. Nimoy (Pastor de Shetland) na latição, Eu na Pilotagem, Coca na fofura e a Vívian nas guloseimas.

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