Serra do Rio do Rastro 03

A viagem até a Serra do Rio do Rastro foi um desastre, é assim que posso definir e poucas palavras tudo que aconteceu, se partirmos da ideia de que ir e voltar sem problemas era nossa meta, aí podemos dizer fracassamos.

No entanto podemos dizer que foi um sucesso, vendo que conseguimos sair das dificuldades que tivemos e mesmo um pouco fora da programação fomos e voltamos. Desse ponto de vista a viagem com um grande sucesso.

PT tirando uma Selfie ainda na FreeWay

Primeira falha

Estávamos em 3 carros, um Fusca 84 do Joel, um Fusca 78 do Gustavo Zero Dois e mais a Eva. Tudo perfeito o carro andando bem, numa velocidade entre 80 e 85km/h. Normal e nada muito puxado.

Eva chegando na oficina em Torres.

Chegando em Torres o carro perdeu de uma hora para a outra rendimento e um barulho de algo batendo apareceu. De cara eu pensei o pior. Paramos e eu rapidamente olhei o motor e nada aparente. Não vazava óleo, tudo certinho no lugar. Olhei por baixo e também, tudo normal.

Liguei o carro novamente, nem deveria, mas liguei e tirei ele de onde estava, porque acabamos parando num ponto onde o acostamento era estreito. Acabamos ficando no lado contrário do posto Rota 86, numa entrada de parada de ônibus.

Os outros carros fizeram a volta, e quando eles chegaram eu liguei mais uma vez o motor, pra mostrar. Nessa hora eu notei que o barulho parecia ser do lado esquerdo do motor. Abri a tampa do cabeçote e já vi o problema. Uma mola quebrada.

Ainda na BR101, antes de ir pra Oficina. Mola quebrada.

Começamos a pensar nas possibilidades, do que fazer, ligamos para 200 telefones, plataforma pra nos levar de volta pra casa… e a solução foi um carro iria procurar um mecânico, enquanto o guincho da concessionária CCR nos levaria até algum ponto.

Por muita sorte, Zero Dois e PT que viajavam juntos no Fusca 78 encontraram um mecânico aberto que tinha as peças, disposição pra trocar, mas praticamente nenhum foco naquilo que estava fazendo.

Finalmente a troca da mola.

Foram longas quatro horas parados.

Imaginem como é complicado a operação de instalação de uma mola de válvula sem a ferramenta adequada e sem tirar o motor do lugar. Nisso ele foi muito bom, porém na hora de testar acredito que ele foi um pouco além do que deveria, além disso também pode ter feito uma regulagem dos balanceiros incorreta. Também achou ruim uma vareta e trocou. Pegou uma peça velha de estoque velho. Eu até falei “não precisa, tava funcionando!”.

Gambiarra master pra coloca a mola no lugar.

Seguimos viagem, mas já no primeiro abastecimento vimos que estava vazando óleo. Pensamos que era da tampa. Algo normal. Mais pra frente a gente veria isso. No tira e bota a cola que usamos para fechar bem pode ter se perdido em algum ponto.

Segunda Falha

80km mais ou menos depois de sair da Mecânica a luz do óleo ascende. Paramos e colocamos mais óleo. Um litro e meio pra ser mais exato. Na hora que a gente estava saindo da BR101.

Ok, andamos mais 40km e novamente a luz ligou. Porém era o mesmo tempo de uso. Cerca de uma hora. Parecia ser por tempo de uso o problema. Naquele momento a gente decidiu que era mais fácil parar e corrigir o problema antes de começar a subida da serra. Pelo esforço poderia pior E ficar empenhado num lugar sem acostamento, sem sinal de internet seria muito pior. Joel tinha levado essas colas de alta temperatura.

Só que ao ligar o carro para levar até um posto para fazer a correção, o Gustavo viu que estava jorrando óleo. Praticamente o óleo que a gente colocou saiu.

Capa do tucho rasgada. A do lado também amassada.

Fui pra debaixo do carro e vi que uma capa de tucho havia rasgado. “Caramba… não é possível isso”. Duas falhas que quase nunca acontecem…

Novamente vimos várias possibilidades. A primeira delas voltar. A segunda levar o carro até o Mirante e no domingo ou ainda na segunda-feira ver e arrumar.7

Amanhecer no Mirante da Serra do Rio do Rastro.

Ficamos com a segunda, levamos o carro numa plataforma até o Mirante da Serra do Rio do Rastro, uma pena porque acabamos não subindo de Kombi, mas no final das contas foi bom porque completamos nossa meta.

Um outro dia, novos problemas, novas soluções

O dia amanheceu e conseguimos ver melhor o que realmente aconteceu. Desmontamos o eixo dos balancins e vimos que havia uma vareta muito torta. Casualmente a vareta que havia sido trocada pelo mecânico em Torres. Azar? Sorte? Então… eu penso que foi um excesso do mecânico que causou a segunda falha, mas é bem difícil dizer. O fato é que em seis meses rodando nada entortou. E em 80km depois da regulagem a gente tinha duas varetas tortas.

Duas varetas tortas. Como foi possível? Bom…

Depois de desmontar saímos atrás, em Bom Jardim da Serra das peças, num domingo!!! A boa vontade do povo da cidade acabou fazendo com que a gente encontrasse as peças que precisávamos e conseguíssemos arrumar os problemas.

Basicamente a gente precisava de duas capas de tucho dessas retrateis. Sinceramente eu estava muito pessimista quanto a achar, porém achamos. Num desmanche desativado, logo de cara. E em uma mecânica pegamos três varetas. Era a sorte virando. Como disse o Joel “ontem foi o teu dia de azar, hoje é outro dia”.

Capa de tucho de plástico que pode ser trocado sem tirar o cabeçote.

Voltamos pro Mirante onde o carro estava, montamos e funcionou. Minha regulagem não ficou das melhores e eu estava realmente com medo do que poderia acontecer na volta. Além disso havia um vazamento, bem menor, no encaixe da capa do tucho no cabeçote. Problema de vedação.

Esse vazamento consumiu 2 litros de óleo na volta.

Foi um bom aprendizado, apesar dos custos da manutenção e do guincho. infelizmente essas coisas podem acontecer na estrada, estranho apenas a mola quebrar, sendo que era pra ser uma mola nova, mas aí fica o ensinamento para não mais comprar peças em alguns lugares.

No Site do IVC, tem toda a odisseia da viagem. Se clicar no link abaixo consegue ver tudo.
http://independente.net.br/?cat=168

Agradecimentos mais que especiais ao pessoal do IVC que aguentou essa junto ajudando nas soluções dos problemas. Eva veio bem até em casa, devagar e sempre.

Retorno pra casa. Parada pra esfriar os freios na descida.

2 thoughts on “Serra do Rio do Rastro 03”

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